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           Ciência & Saúde
Medicamentos com efeito anti-hormonal ajudam a controlar calvície

 

Geralmente, antes de procurar um transplante capilar, quem sofre de calvície e queda de cabelo procura outro tratamento atual, a ingestão de finasterida. Este procedimento visa a impedir perda futura dos cabelos remanescentes, evitando a necessidade de restaurações capilares mais a frente. "A finasterida (princípio ativo do tratamento) age bloqueando a enzima responsável pela conversão da testosterona em DHT, que é a 5-alfa-redutase. Este bloqueio é parcial, cerca de70%", comenta Arthur Tykocinski, dermatologista especialista em transplante capilar.

A cirurgia de restauração capilar é uma boa alternativa. "Hoje em dia, as cirurgias dão uma aparência cada vez mais natural, visivelmente imperceptível, e são feitas com muito mais com segurança", comenta o dermatologista especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia.

O hormônio DHT, apontado como pivô da calvície masculina, é um hormônio menos importante para as características sexuais masculinas. O principal hormônio masculino responsável pelas características sexuais, bem como pela produção de esperma e pela libido é a testosterona, que não é afetada com o uso destes medicamentos.

 

"Já existem drogas capazes de bloquear 99% dessa conversão, como a Dutasterida, desenvolvida para o tratamento do câncer de próstata. Seu uso para a calvície é o que chamamos "off label", ou seja, usar uma medicação desenvolvida para uma doença, como o câncer de próstata, para tratar outro problema para o qual ainda não foi aprovado, nem comprovado e menos ainda oficialmente indicado, embora efetivo", explica Tykocinski, que foi convidado para presidir o Congresso Internacional de Transplante Capilar em 2008 que acontece anualmente em Las Vegas, realizada pela ISHRS (International Society of Hair Restoration, considerada principal associação médica do mundo em relação à restauração capilar.

 

Ao lado das medicações de ação "anti-hormonal" existem outras de ação local e ainda não bem compreendidas, como o Minoxidil. "Medicações de uso tópico são sempre mais trabalhosas e possivelmente têm mais chances de provocar irritação, mas a vantagem é que quase não há efeitos colaterais sistêmicos", acredita o dermatologista. Além desse medicamento ainda existem outros, fitoterápicos, loções e shampoos de ação não muito bem estabelecida.

 

O uso da finasterida, eventualmente, pode diminuir o apetite sexual (libido), mas isso ocorre em menos de 2% dos casos e é totalmente reversível com a suspensão da medicação. Acredita-se que pacientes na faixa dos 40 em diante podem ter uma incidência maior. Existe ainda um fator psicológico importante e muitos pacientes podem ficar induzidos a pensar nisso. Em geral os sintomas desaparecem com o uso continuado.

 

 

 



Fonte/Autor: Dr. Arthur Tykocinski
1/6/2008

     

 
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